21.12.09
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O que o nosso país tem de melhor? A natureza, o futebol, o Carnaval, a música, a cultura? Sim, tudo isso, e muito mais. A mostra “Apresentando o melhor do Brasil”, realizada na noite do último dia 21 (segunda-feira), no Copacabana Palace (RJ), destacou os produtos e serviços brasileiros de exportação que se destacam pela qualidade, inovação e design – vários produtos já premiados pelo mercado internacional. É o Brasil fazendo bonito no exterior.
O evento, realizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, contou com a presença do presidente Lula e de 300 empresários representantes das maiores empresas brasileiras que fornecem para os mercados interno e externo, como o Sindifibras – Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais no Estado da Bahia (Sindifibras), que tem como presidente o economista Wilson Andrade.
O que é que a Bahia tem?
O objetivo do encontro foi mostrar o que de melhor a indústria do Brasil tem produzido e conquistado no disputado mercado internacional. Nos últimos anos, a presença dos produtos e serviços brasileiros no exterior cresceu significativamente, diversificando a pauta exportadora, consolidando e conquistando novos mercados. Entre os produtos expostos estavam instrumentos musicais, jóias, calçados, vinhos, alimentos, softwares, equipamentos médicos hospitalares e diversos outros. Wilson Andrade, que também preside o Grupo Intergovernamental de Fibras da FAO, apresentou tudo de melhor que as fibras vegetais brasileiras possuem, como o sisal, a piaçava e o coco.
O Brasil é hoje o maior produtor e exportador de fibras e manufaturados de sisal, com 58% da produção e 70% da exportação, sendo a Bahia o maior produtor nacional. A cultura é de fundamental importância na economia nordestina porque torna produtivas regiões semi-áridas, sem alternativas econômicas e baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), sendo fator de sobrevivência, já que emprega grande volume de mão-de-obra, contribuindo para fixar o homem no campo. Estima-se que a cadeia produtiva emprega cerca de meio milhão de pessoas.
Versatilidade do Sisal
Além de fios agrícolas, fios para embalagem, cordas, mantas, tapetes, carpetes, artesanato, o sisal – carro-chefe das fibras naturais brasileiras – tem alcançado grandes espaços na indústria de alta tecnologia. Os compósitos feitos de resinas sintéticas com as fibras naturais brasileiras, são ideais para substituir produtos como a fibra de vidro e o cimento amianto, na fabricação de componentes para a indústria automobilística, imobiliária, moveleira, náutica e aeronáutica. Com os compósitos de fibras naturais brasileiras, a indústria pode ter produtos mais leves, resistentes e recicláveis, e estabelecendo uma relação saudável com o meio ambiente.
“Com o apoio da Apex-Brasil, uma de nossas grandes parceiras, estamos lutando para assegurar a sustentabilidade da economia sisaleira no Brasil e contribuir para elevar as condições de competitividade do sisal no mercado mundial e elevar também a renda e a qualidade de vida de mais de meio milhão de trabalhadores que dependem do produto. Como maior produtor mundial, o país está se estruturando para consolidar a sua posição de líder do mercado.
Finalmente, queremos mostrar no mercado mundial as vantagens técnicas, econômicas e ambientais do sisal”, afirmou Wilson Andrade.
Mais informações para a imprensa com a jornalista Cathyanne Rodrigues (71) 9905-5068 ou na Lume Comunicação (71) 3341-8922
Jornalista Responsável: Cristina Barude Mtb1284
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