Brazilian Fibres 100% Natural

Unindo produtores e consumidores de fibras naturais

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Piaçava do Brasil


piaçavaA palmeira Attalea funifera Martius, conhecida por piaçava ou piaçaba, é espécie nativa e endêmica do sul do Estado da Bahia. O nome vulgar piaçava é de origem tupi, traduzido como “planta fibrosa” com a qual se faz utensílios caseiros.

Durante o período colonial as fibras eram procuradas por navegadores de várias nacionalidades para fabricação de cordas utilizadas como amarra de navios, por oferecerem mais segurança às embarcações.

É uma palmeira genuína da flora brasileira, que cresce espontaneamente e é explorada economicamente desde o período do Brasil colonial.

Foram produzidos (sistema extrativista) nos últimos anos uma média de 87 mil toneladas ano de fibras na Bahia (SEAGRI 2008), numa área extensa estimada em mais de 200 mil hectares, entretanto, se o cultivo fosse tecnicamente formado (densidade de 816 plantas por hectare, espaçamento de 3,5 x 3,5 m), a área atual de produção seria de aproximadamente 20 mil hectares.

A produção nacional de fibra de piaçava tem girado em torno de 95.100 toneladas anuais e sua comercialização movimenta valores que variam entre R$ 119 e 124 milhões a cada ano (IBGE, 2002; 2003). O mercado interno consome 94,4% de toda a produção nacional e o restante é exportado por preços que variam entre U$ 2,8 e 3 mil por tonelada (Novaes, 1988). Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro são os maiores consumidores nacionais e monopolizam a distribuição da fibra semi-beneficiada (em fardos de 60 kg) para indústrias localizadas em outras regiões do país.

No mercado mundial em 2007, exportou-se US$ 367 milhões e mais uma vez o Brasil não participou nem com 1% do mercado. Por ser um sistema extrativista o Brasil tem que se organizar para aumentar a produção e trabalhar a promoção das exportações para poder contribuir de uma forma mais significativa no mercado internacional.

A hegemonia mercadológica das fibras da piaçava da Bahia decorre da alta qualidade das mesmas, pois apresentam grande rigidez, bom comprimento e excelente diâmetro.

A piaçava da Bahia, responde por cerca de 90% da produção nacional, esta ocorre na região nordeste, nos estados da Bahia, Sergipe e Alagoas, conforme quadro abaixo:

PRODUÇÃO NACIONAL DE PIAÇAVA

ANO

PRODUÇÃO(t)

PARTICIPAÇÃO % BAHIA Attalea funifera

PARTICIPAÇÃO % AMAZONAS Leolpoldinia piassaba

2004

96.173

90

10

2005

86.550

89,7

10,3

2006

80.942

88,7

10,3

2007

82.096

88,5

11,5

Fonte: IBGE
Elab.: Carlos Alex Guimarães

Os principais municípios produtores em concentrações espontâneas e ordem decrescente de piaçava no ano de 2005 são: Cairú (32.4 %), Ilhéus (22,6 %), Nilo Peçanha (18.4%) Ituberá (5.2 %), Taperoá (2.4 %), Canavieiras (2.2 %), Belmonte (2.0 %), Valença (1,2 %). Além desses principais, pode-se encontrar ainda produção nos municípios de Santa Cruz de Cabrália, Camamu, Porto Seguro, Maragojipe, Santa Luzia, Cachoeira, Maraú, Jaguaripe e Igrapiuna (IBGE, 2005).

A importância econômica da piaçaveira está na extração das suas fibras industriais, destacando-se a fabricação de vassouras, enchimento nos assentos de carros, cordoaria e escovões. O resíduo obtido de sua limpeza, o qual é conhecido como bagaço, fita ou borra, serve para cobertura de casas nos meios rural e urbano. Atualmente este produto é muito utilizado na cobertura de quiosques em áreas de lazer de sítios, clubes e praças. Outro emprego do mesmo é como isolante térmico.

piacava1O produto é apresentado em fardo com pesos variáveis. Os fardos com fibras longas são comercializadas para o mercado externo, enquanto os de fibras curtas, denominadas “tocos”, são utilizados na indústria de vassouras. A capa, ou bagaço é utilizado na cobertura de quiosques e choupanas, o que eleva seu valor em algumas épocas, quando chega ser vendida ao preço igual ao da fibra longa.

piacava2O momento mundial é tão favorável às fibras naturais em geral que a Organização das Nações Unidas resolveu eleger o ano de 2009 como o ano internacional das fibras naturais. A representação brasileira na FAO, feita pelo SINDIFIBRAS, tem boa parcela de responsabilidade nessa decisão e participa do planejamento das comemorações.

Pretende-se aproveitar esse excelente guarda-chuva promocional, com selo e a bandeira da ONU, para realizar e participar dos vários eventos em diversos países que estão sendo programados, inclusive no Brasil, para assegurar a liderança brasileira no setor, não só como o maior produtor mundial, mas como líder no processo de desenvolvimento de novos usos e novos mercados.




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